Porque complicamos?

Porque complicamos tanto as nossas vidas?

A primeira coisa que você deve considerar é que se você tem uma decisão para tomar, ou algo que você queira realizar na sua vida e isso não trouxe impacto nenhum para você. Olhando apenas para aquele resultado desejado: isso tornaria sua decisão mais fácil ou mais difícil? Por que complicamos?

 

Seres sociais vivendo em grupos

Nós, seres humanos, que é o que nós somos, seres sociais, vivemos em sociedade. Ser humano é um ser social e ele se reúne em sociedade para sobreviver, para se desenvolver, para trocar relações, para fazer uma família, para criar uma família, no trabalho nós somos um grupo, então nós somos seres sociais!

 

Só que o primeiro ponto que eu gostaria que você imaginasse agora, é que às vezes a gente fala assim: eu sou desse jeito! Eu sou do jeito que eu sou… E isso não é bem assim! Se você observar: De quantos grupos, hoje, você participa?

 

Provavelmente você participa da sua família, um grupo do seu trabalho, uma determinada igreja, ou eu tenho uma determinada religião, ali é um outro grupo social seu. Às vezes, até grupos de WhatsApp, no contexto profissional, ou mesmo de lazer é um outro grupo.

 

E é por isso que fica tão complexo tomar decisão precipitada, por isso fica tão complicado viver. Porque a gente cria muitas regras pessoais, para cada regra dessa que a gente vai ter que conviver com os grupos.

 

Em cada grupo a gente se comporta de maneira diferente. Porque nós queremos pertencer e ser aceitos e amados neles. Ou seja, a gente tem que ser relacionar com as nossas regras individuais e também tem que se relacionar com as regras de cada um desses grupos que a gente participa!

 

Então quanto mais grupos você tiver, e quanto mais características de introspecção por exemplo você tiver mais difícil vai ser tomar decisão porque a gente no fundo queremos nos manter, queremos ser reconhecidos, a gente quer pertencer a algo.

 

E se você observar, em cada um desses grupos você tem um comportamento distinto, perto e porque que funciona assim porque cada um desses grupos têm acordos culturais, acordos sociais diferentes e você acaba se adaptando em cada um deles e aí começa a gerar um pouco de confusão e de conflito porque quem é você se em cada grupo desse se comporta de um jeito.

 

Por mais que você venha falar para mim, “eu sou a mesma pessoa em todas as vezes” eu não acredito, até as justificativas adolescentes, quando nós somos adolescentes costumamos achar que não vamos deixar de ser aquele que a gente quer, não é à toa que a fase da adolescência é tão conflituosa. Eu acho que todo mundo passou por uma série de conflitos na adolescência, mas depois quando a gente amadurece começamos a entender que de acordo com grupo que estamos participando estar com outros seres humanos, a gente acaba se comportando de uma determinada forma.

 

Porque que às vezes a vida parece tão complicada!

 Cada grupo social tem as suas regras sociais, têm os seus acordos, e que você tem que se comportar de uma determinada forma, o ser humano é um ser social então ele também está em grupo para sobreviver e para se desenvolver. Quando você toma uma decisão que impacta as outras pessoas é a sua sobrevivência em grupo que pode ser impactado, então a primeira grande problema do ser humano é como tomar decisão sem parecer mal, evitando que as pessoas nos julguem.

 

Esse é o grande dilema, para cada grupo que a gente participa temos acordos específicos temos regras específicas a cada decisão que a gente toma na vida vai ter impacto diferente para cada um dos grupos. Quem nunca tomou uma decisão que a família “super” apoiava e no trabalho achava que essa mesma decisão não daria certo, ou que os amigos falaram “rapaz não faça isso” ou vice-versa.

 

Seus amigos estão te apoiando para um projeto para fazer alguma coisa e você fala “bicho, minha família não vai entender, empreendedor sabe muito bem o que é isso, isto a minha família não vai entender” ,  mas você tem lá um grupo de pessoas que estão incentivando para tomar uma decisão certa, então, em um determinado grupo essa decisão é a mais consistente, no outro não é, e aí a gente começa a criar condições, regras para se tomar decisões. Começamos a criar planos para que uma decisão nossa não pareça tão mal em determinados grupos e quando vemos, estamos numa teia de parede de justificativas e de considerações, e é por isso que fica tão complexo tomar uma decisão precipitada, tão complexo viver, porque a gente cria muitas regras pessoais.

 

Para cada regra criada, a gente vai ter que conviver com os grupos, ou seja, a gente tem que ser relacionar com as nossas regras individuais e também tem que se relacionar com essas regras de cada um desses grupos que a gente participa, então quanto mais grupos você tiver e quanto mais características de introspecção você tiver, mais difícil vai ser tomar decisões. No fundo queremos nos manter, queremos ser reconhecidos, pertencer aquelas pessoas, que gostem de estar com a gente, que nos reconheçam. A nossa existência no final de tudo é isso, e fica cada vez mais difícil.

 

A segunda questão, é em relação a nossa identidade, por isso as vezes fica tão confuso definir o que é que eu quero, porque lembra que eu falei que para cada um desses grupos você cria determinadas regras de coexistência para se correlacionarem, para ter resultados positivos, e aí quem é você diante de todos esses grupos. Então começa a ficar um pouco confuso saber qual é sua real identidade.

 

No dia a dia, quando você está cheio de problemas para resolver, sua rotina está difícil, você está querendo fazer uma transição de carreira ou é uma pessoa que tem que apoiar muitos grupos. Por vezes, é uma pessoa importante estrategicamente, aí na sua família, que colabora com ela. A sua vida está bem complexa, cheia de atividades, muitas vezes você não está nem conseguindo arrumar a sua cama, ser comprometido com as coisas do seu dia a dia. Assim, não faz muito sentido falar para uma pessoa que você tem que descobrir sua missão, seu propósito de vida se você não está conseguindo fazer as coisas simples do dia a dia. Então, vamos falar de propósito.

 

Cuidado com o excesso de regras

Mas antes disso, tem um percurso a ser percorrido porque senão você vai ficar ainda mais apavorado, pode ficar ainda mais ansioso, mais angustiado porque “eu não sei meu propósito mesmo então, é por isso que eu estou perdido”. Nesse momento, você já criou mais uma regra para viver. Dessa forma, a gente tem que tomar muito cuidado com as regras de identidade, as regras comportamentais que a gente nos impõe, que a gente cria. Porque já existem algumas regras que os grupos nos demandam e a gente fica o tempo todo se adaptando a elas, com medo de parecer mal e de alguma maneira aquele grupo não nos aceitarem ou a gente não fazer mais parte dele, aquela questão mesmo da sobrevivência.

 

Então tome muito cuidado com a quantidade de regras que você coloca para você. Porque quando a gente tem muitas regras, delas se derivam opiniões. Assim, se você tem muitas regras, normalmente, você tem muita opinião para sua vida para vida das pessoas. E se a gente é muito crítico, a gente vai ter muito conflito porque toda vez que uma pessoa fala alguma coisa, você sempre tem uma opinião a mais para dar.

 

Você quer muitas opiniões e muitos métodos, mas começa a impor as coisas desde que sejam do seu jeito. Em se tratando de relacionamento, alguma coisa que seja do jeito da outra pessoa, acaba não se tornando suficiente para você, o que acaba te frustrando, justamente por não acontecerem do seu jeito. Isso acaba deixando a vida extremamente limitada, quando tudo é do nosso jeito.

 

Rituais

 Outra coisa é questão dos rituais, parece um pouco a questão do método mas é diferente, o ritual é quando, por exemplo, pela manhã, eu trabalho em casa, então tem dias que nem teria necessidade de acordar tão cedo, mas acordo, eu tenho despertador biológico, ele me acorda, pode ser domingo ou feriado. Na primeira meia hora eu tenho todo um ritual para acordar, graças a Deus que aqui em casa não é cheio de gente, porque naquela meia hora o meu ritual não é dos mais comunicativos, não é das pessoas mais bem-humoradas. Depois que passa meia hora aí dá para a gente conversar.

 

Basicamente, quando acordo, tomo café, aí eu vou no banheiro terminar de me arrumar, fazer o que a gente tem para fazer de manhã, depois que eu tomo a segunda caneca de café que eu posso falar, “agora eu posso ser gente”. Mas isso não tem nada a ver com a questão fisiológica, e sim com a criação.

 

Mas existem pessoas que têm ritual para tudo, retorna a tomar banho, para conversar com os outros, ritual para receber alguém em casa. Mas eu quero que vocês entendam que esses rituais são coisas criadas, e se você criou isso você pode recriar em algo que traga melhores resultados, seja para você, seja para as pessoas a sua volta. A vida tem que ser mais simples e para isso, quanto melhor fluírem naturalmente os relacionamentos, sejam eles amorosos ou interpessoais, melhor eles serão. Por isso, tome muito cuidado com as regras.

 

Somos 7 bilhões de pessoas no mundo, não dá para coexistir tantos método e rituais, se as pessoas não puderem abrir mão dos seus rituais e métodos, a vida fica muito complexa na terra, então vamos simplificar, ok?

E ficar naquilo que nos traz resultados, quando eu falo sempre em resultado é para nós e para as pessoas que estão em nossa volta.

 

Missão e propósito

Lembrando sobre a questão de missão e propósito que eu falei, que é uma coisa bem legal, mas cuidado com excesso de “purpurina” que colocam, porque se sua vida hoje tá muito completa a estrada é muito mais irritada,  cuide do seu dia a dia, da sua rotina, do que você simplesmente só pensar se você tem uma missão e um propósito de vida.

Não se preocupe em pensar se isso é bom ou ruim, descobrir sua missão e seu propósito aos 35 anos aos 25 anos, isso vai ser algo totalmente flexível na vida, pode ser que daqui 5 anos você pense, “poxa, não é mais nada disso que eu quero viver” e tá tudo bem!

 

Concluindo…

Então não pensa em missão e propósito e como você vai descobrir isso, é o que você vai fazer que vai te liberar a vida toda, tá tudo bem você repensar a sua vida daqui a  5 ou 10 anos, pois você está alinhando com seus valores e outras coisas que surgirem, é completamente normal. A vida muda, de repente você tem filhos, você casa, você muda de profissão, é normal, então se você não sabe qual é o seu propósito de vida, tá tudo bem, isso não é o mais importante. O mais importante é você ter uma rotina que funciona e traga resultados, que você sinta que sua vida tá avançando, e que traga benefícios para você e para as pessoas a sua volta, e não conflitos.

 

Isso é uma rotina muito mais harmoniosa, que tem um alto nível de comunicação das pessoas, rituais que funcionam. Não fica com medo de ser quem você é, não fica com medo de se comprometer naquilo que é importante para você.

 

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